Um incidente grave de violência doméstica foi registrado em 23 de janeiro de 2026, em Três Lagoas, no bairro Vila Haro. A polícia militar, acionada via COPOM, precisou intervir em uma situação de agressão dentro de um imóvel, onde uma mulher era vítima de violência, conforme consta no boletim de ocorrência da DAM.
Ao chegarem ao local, os agentes ouviram gritos de socorro vindos do interior da residência e, diante do flagrante, arrombaram a porta para entrar. No interior, encontraram o agressor em ataque físico contra a vítima. A polícia utilizou técnicas de imobilização para conter o homem, que tentou fugir ao perceber a presença dos oficiais.
De acordo com os relatos, a vítima sofria agressões desde o dia anterior. Na manhã da ocorrência, ao despertar, encontrou o agressor mexendo em seu celular e, ao interpelá-lo, foi novamente agredida. A situação escalou com o uso de uma faca que causou um corte de aproximadamente seis centímetros na coxa esquerda da vítima, que precisou de atendimento médico em uma unidade de saúde local.
"Ele disse que, se eu chamasse a polícia, me mataria", relatou a vítima à equipe policial.
A intervenção do policiamento foi necessária várias vezes, pois mesmo algemado, o agressor tentou escapar novamente, exigindo novas ações para sua contenção.
O agressor, que estava com o braço direito engessado, foi finalmente conduzido à delegacia especializada em razão de seu comportamento agressivo e risco de fuga. As ações seguiram os protocolos de segurança estipulados pela súmula do Supremo Tribunal Federal. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e violência doméstica.
Segundo a equipe policial, as medidas de contenção foram essenciais para garantir a segurança da vítima e dos oficiais envolvidos, conforme informou o boletim de ocorrência.
O estado de saúde da vítima e a continuidade das investigações agora estão sob acompanhamento das autoridades competentes, aguardando os desdobramentos judiciais para a definição das medidas cabíveis contra o agressor.